sexta-feira, 4 de março de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
A necessidade e a vontade de escrever;
Senhor promotor,
Tenho dois filhos menores com meu ex-esposo. Durante os últimos três anos, minha mãe cuidou deles para que eu concluísse a faculdade de Direito e para que fosse aprovada no exame de Ordem. No processo de divórcio, ficou acordado que meu ex-marido pagasse 272 reais de obrigação alimentar, em decorrência de estar desempregado. Em decorrência de ele atrasar sucessivamente o pagamento, precisei acionar a defensoria pública para que este valor fosse descontado da folha de pagamento e depositado em conta corrente. Além desse dinheiro mensal, ele não contribuiu com nada mais, mesmo em caso de doença, de matrícula, presentes em datas comemorativas, ou outra coisa qualquer. Ficou ainda acordado que o pai deveria buscá-los em fins de semana alternados para passarem os fins de semana com o pai. Esta obrigação nunca fora cumprida. Eu, por sua vez, costumava visitá-los a cada quinze dias e mantinha contato por telefone, inclusive com as escolas, em caso de intercorrências. Comprava-lhes roupas, estabelecia regras sociais, atentava para a educação, alimentação e todas as outras coisas que eram pertinentes.
NO final do ano passado, as crianças vieram passar o período de férias escolares e a minha tia, que disponibilizava seu tempo para cuidar deles, adoeceu de uma séria crise de cálculo na vesícula, ademais, minha mãe não viu sentido em mantê-los lá, já que os pais moram aqui. Tentei, por todos os meios, fazê-la ficar com eles por mais um ano, apesar de achar desfundada a hipótese. Durante as férias, ARtur, pedia-me que os deixasse morar aqui, incentivado pelo pai. Eu fiquei preocupada com o desenvolvimento de uma possível consequencia psicossomática no caso de voltarem para Morada Nova. Por esta razão, conversei com o pai deles, que exigiu que eu tomasse responsabilidade de mãe, que criasse um ambiente para eles na minha casa. Eu não entendi o porquê de um homem de 28 anos que tem quatro filhos com mulheres diferentes, que paga ínfimos 272 reais de pensão para dois dos filhos menores e que negligenciou as visitações durante três anos, se achar no direito de me chamar de irresponsável e imatura, mas, preferi não dar prosseguimento à discussão, e levando-se em conta ás ofensas a que estou sujeita a receber e ao meu temperamento explosivo, achei mais saudável trazer a situação ao Senhor Promotor de Justiça. Ante a minha situação financeira, expus que não tenho condições de pagar um salário a uma babá, que é o valor que a lei exige, e, ao invés de se dispor a me ajudar financeiramente, já que agora ele presta serviço na Prefeitura de Saboeiro e estagia na Justiça do Trabalho, disse-me que eu fizesse sacrifício, isentando-se ele de quaisquer responsabilidades. Passado o carnaval e esgotadas as possibilidades de minha mãe ficar com as crianças, matriculei-os em uma escola próxima à minha casa. Sabendo da matrícula, a mãe dele, que não trabalha, disse que não ficaria com os meninos no período da tarde e que este era um problmea que nós deveríamos resolver sozinhos, e salientou que a mulher dele não tem obrigação com as crianças e que eu tenho que arranjar uma empregada. Esta resposta me indignou tendo em vista que eu sou sozinha na cidade não contando com familiar ou quaisquer pessoas. Ele, entretanto, dispõe de duas casas e de diversos familiares. Lamentavelmente, as crianças gostam de estar na casa dos avós e na casa do pai, já que, nesta última, moram os filhos da madrasta que também são crianças. Clara, a filha do meio, tem idade próxima à da Marina e esta gosta de estar em sua companhia. Artur, que está em uma fase onde a presença do pai é fundamental, gosta de estar na companhia deste que disponibiliza o celular e joga com ele. Digo, lamentavelmente, porque sinto o comportamento da mãe e da madrasta como que empurrando-os de uma para outra o que me dá a impressão de serem indesejáveis em ambas as casas, e que por mais que eu lhes diga que eles não saõ bem-vindos lá, eles não compreendem e acham que eu os estou proibindo injustificadamente.
No dia seguinte, ela que disse que nós deveríamos resolver os problema sozinhos, enviou uma mocinha para a minha casa, sem entretanto, ter se disponibilizado a pagar a moça. Bem, ouvi de uma amiga que ele está mal acostumado a não assumir responsabilidades, já que, durante meus anos de casada, minha mãe arcou com a provisão da casa, além de parto e etc. O fato é que, conforme estabelece o Código Civil, e acredito que ele tenha conhecimento, já que ele é estudante de direito, a responsabilidade pelos filhos é de ambos os pais, e, estando ele e sua família a esquivar-se dos cuidados durante os meu período de trabalho,
Tenho dois filhos menores com meu ex-esposo. Durante os últimos três anos, minha mãe cuidou deles para que eu concluísse a faculdade de Direito e para que fosse aprovada no exame de Ordem. No processo de divórcio, ficou acordado que meu ex-marido pagasse 272 reais de obrigação alimentar, em decorrência de estar desempregado. Em decorrência de ele atrasar sucessivamente o pagamento, precisei acionar a defensoria pública para que este valor fosse descontado da folha de pagamento e depositado em conta corrente. Além desse dinheiro mensal, ele não contribuiu com nada mais, mesmo em caso de doença, de matrícula, presentes em datas comemorativas, ou outra coisa qualquer. Ficou ainda acordado que o pai deveria buscá-los em fins de semana alternados para passarem os fins de semana com o pai. Esta obrigação nunca fora cumprida. Eu, por sua vez, costumava visitá-los a cada quinze dias e mantinha contato por telefone, inclusive com as escolas, em caso de intercorrências. Comprava-lhes roupas, estabelecia regras sociais, atentava para a educação, alimentação e todas as outras coisas que eram pertinentes.
NO final do ano passado, as crianças vieram passar o período de férias escolares e a minha tia, que disponibilizava seu tempo para cuidar deles, adoeceu de uma séria crise de cálculo na vesícula, ademais, minha mãe não viu sentido em mantê-los lá, já que os pais moram aqui. Tentei, por todos os meios, fazê-la ficar com eles por mais um ano, apesar de achar desfundada a hipótese. Durante as férias, ARtur, pedia-me que os deixasse morar aqui, incentivado pelo pai. Eu fiquei preocupada com o desenvolvimento de uma possível consequencia psicossomática no caso de voltarem para Morada Nova. Por esta razão, conversei com o pai deles, que exigiu que eu tomasse responsabilidade de mãe, que criasse um ambiente para eles na minha casa. Eu não entendi o porquê de um homem de 28 anos que tem quatro filhos com mulheres diferentes, que paga ínfimos 272 reais de pensão para dois dos filhos menores e que negligenciou as visitações durante três anos, se achar no direito de me chamar de irresponsável e imatura, mas, preferi não dar prosseguimento à discussão, e levando-se em conta ás ofensas a que estou sujeita a receber e ao meu temperamento explosivo, achei mais saudável trazer a situação ao Senhor Promotor de Justiça. Ante a minha situação financeira, expus que não tenho condições de pagar um salário a uma babá, que é o valor que a lei exige, e, ao invés de se dispor a me ajudar financeiramente, já que agora ele presta serviço na Prefeitura de Saboeiro e estagia na Justiça do Trabalho, disse-me que eu fizesse sacrifício, isentando-se ele de quaisquer responsabilidades. Passado o carnaval e esgotadas as possibilidades de minha mãe ficar com as crianças, matriculei-os em uma escola próxima à minha casa. Sabendo da matrícula, a mãe dele, que não trabalha, disse que não ficaria com os meninos no período da tarde e que este era um problmea que nós deveríamos resolver sozinhos, e salientou que a mulher dele não tem obrigação com as crianças e que eu tenho que arranjar uma empregada. Esta resposta me indignou tendo em vista que eu sou sozinha na cidade não contando com familiar ou quaisquer pessoas. Ele, entretanto, dispõe de duas casas e de diversos familiares. Lamentavelmente, as crianças gostam de estar na casa dos avós e na casa do pai, já que, nesta última, moram os filhos da madrasta que também são crianças. Clara, a filha do meio, tem idade próxima à da Marina e esta gosta de estar em sua companhia. Artur, que está em uma fase onde a presença do pai é fundamental, gosta de estar na companhia deste que disponibiliza o celular e joga com ele. Digo, lamentavelmente, porque sinto o comportamento da mãe e da madrasta como que empurrando-os de uma para outra o que me dá a impressão de serem indesejáveis em ambas as casas, e que por mais que eu lhes diga que eles não saõ bem-vindos lá, eles não compreendem e acham que eu os estou proibindo injustificadamente.
No dia seguinte, ela que disse que nós deveríamos resolver os problema sozinhos, enviou uma mocinha para a minha casa, sem entretanto, ter se disponibilizado a pagar a moça. Bem, ouvi de uma amiga que ele está mal acostumado a não assumir responsabilidades, já que, durante meus anos de casada, minha mãe arcou com a provisão da casa, além de parto e etc. O fato é que, conforme estabelece o Código Civil, e acredito que ele tenha conhecimento, já que ele é estudante de direito, a responsabilidade pelos filhos é de ambos os pais, e, estando ele e sua família a esquivar-se dos cuidados durante os meu período de trabalho,
A responsabilidade dos pais é dever irrenunciável. Essa prerrogativa leva em conta a vulnerabilidade da criança e do adolescente, seres em desenvolvimento que merecem tratamento especial. Nesse sentido, o ordenamento jurídico brasileiro atribui aos pais certos deveres, em virtude do exercício do poder familiar.
A Constituição Federal, em seu artigo 227, atribui à família o dever de educar, bem como o dever de convivência e o respeito à dignidade dos filhos, devendo esta sempre primar pelo desenvolvimento saudável do menor. O artigo 229 da Constituição Federal, também atribui aos pais o dever de assistir, criar e educar os filhos.
Ademais, a Lei 8.069/90, Estatuto da Criança e do adolescente (ECA), evidenciam a existência de deveres intrínsecos ao poder familiar, conferindo aos pais obrigações não somente do ponto de vista material, mas especialmente afetivas, morais e psíquicas. Já o artigo 3º do ECA preceitua que toda criança e adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, a fim de lhes proporcionar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
A Lei 10.406/2002, o atual Código Civil brasileiro (CCB), em seu artigo 1.634, impõe entre os deveres conjugais, o de sustento, criação, guarda, companhia e educação dos filhos (1.566, IV). Já os artigos 1.583 a 1.590, do mesmo diploma, preceituam sobre a proteção dos filhos em caso de rompimento da sociedade conjugal.
, venho, em nome das crianças, que neste caso, encontram-se em situação de risco, apelar para o Ministério Público, pois, preciso de uma postura dele como co-responsável, já que ele nunca assumiu uma postura real de provedor. Portanto, peço o aumento do valor da pensão para que eu possa arcar com a despesa da babá, escola, material escolar, fardamento, alimentação e o que mais seja necessário, me disponibilizando, claro, a arcar com a metade de tudo. Entendo que, estabelecer uma pensão de 300 reais, seja insuficiente, inclusive, porque, quem precisa cobrir as demais despesas serei eu, e, não preciso mencionar que o gasto é muitíssimo superior a este. Entendo, inclusive, que não sendo possível que ele arque com as despesas, estenda-se a responsabilidade de alimentos aos avós por meio de Ação de alimentos avoengos, caso, claro, ninguém da família esteja disponível a acompanhar as crianças durante o período da tarde, Tenho absoluta ideia da minha responsabilidade e tenho da dele também, portanto, não o isento dela.terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Terça feira triste.
Hoje é terça feira de carnaval. Queria que hoje fosse terça como as outras. Não haverá treino e, talvez, não tenha sushi. Se tiver, será alegria. Esses dias estou um pouco angustiada, apesar da alegria de ontem. Do êxtase, para ser mais específica. Mas, não quero uma vida de sofrimento e prefiro empurrar angústia para um lugar bem longe de mim. Ontem foi segunda dia de massagem. Foi daqueles dias como comida bem temperada, sabe. Daquelas comidas que você sente o sabor do tempero depois. Ainda estou com o sabor do tempero. O outros dias foram de gordices e Saga crepúsculo. Eu adoro. Adoro aqueles personagens, e já os conheço tanto, que quase sou íntima.
Até uma feliz quinta feira, mas queria que todos os dias fossem terça feira dia de karatê, de sushi, de caminho das Indias e de José do Egito. Puxa, como eu seria feliz todos os dias da semana.
Até uma feliz quinta feira, mas queria que todos os dias fossem terça feira dia de karatê, de sushi, de caminho das Indias e de José do Egito. Puxa, como eu seria feliz todos os dias da semana.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
IBGE/Casa Grande e Senzala
Não vou poder iniciar o post agora, mas gostaria de iniciar um projeto de postagens voltadas ao social, à educação das crianças, etc. Estive conversando com uma colega de trabalho acerca de uns acontecimentos que ocorreram dentro do nosso ambiente de trabalho e ela fez menção sobre o título do livro de Gilberto Freire. Me lembrei também de um filme muito comentado por Nayane," Que horas ela volta? " Como é um assunto muito denso, vou deixá-lo para outra ocasião. Desde já, quero deixar claro que eu amo meu trabalho, amo a Instituição, apesar das situações que exporei. Amo meu chefe também, mas isso não faz dele perfeito ou o fato de ser perfeito também não faria com que eu o amasse. Como me disse uma prima: Se a gente so gostasse de quem não tem defeito, ninguém gostaria de ninguém.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Apreciação
Hoje é terça e, apesar de não ter ido comer sushi, foi minha
terça feira. Andei três quilômetros até a academia, e enquanto caminhava, o vi
passar de moto. Reconheci o jeito, a mochila camuflada e o capacete rosa.
Senti alegria, mas, infelizmente, não
estava de quimono. Assim que cheguei vi minha bicicleta. Eu poderia apenas ter
dado um suspiro de alívio por a não terem roubado, mas, preciso sentir alegrias
e eu quis dar àquele momento o meu melhor, a minha alma inteira. Sorri o meu
melhor sorriso, porque desde sexta eu não a via. “ Amar é apreciar” e eu
apreciei aquele momento, aquela visão. Me senti, novamente, um cavalheiro de
armadura. Ele me cumprimentou. Qualquer
coisa que ele me diga, me deixa em êxtase. Uma sensação leve, mas uma sensação
toda minha, toda completa. Enquanto ele foi tomar banho, peguei a bola de
pilates e me alonguei o quanto pude. Sempre relaxo bastante e isso me faz
feliz. Além disso, ele havia me dito que adora me ver me alongando e eu não quis
perder a oportunidade de encher-lhe os olhos. O treino começou. Sentei em um pneu para assistir. Eu estava sem kimono, suada, não havia me preparado física e emocionalmente para aquele momento, então, preferi apreciar. Amar é apreciar.
Foram tantos dias esperando por aquele momento, e se eu treinasse, não poderia ouvir todos os timbres da voz dele, não poderia acompanhar seus passos nem vislumbrar toda a energia que ele emana para mim. Ele faz todos os elétrons do meu corpo passearem por dentro dele. Por boba que eu pareça, aprendi que, se alguém me faz feliz, quem ganha sou eu. Eu aprendi que para ser feliz é preciso apaixonar-se pela vida, apaixonar-se por tudo o que a vida me deu gratuitamente. Se eu me olho no espelho, eu sei que eu emano paixão. Eu me apaixonei por aquele momento.
Em um momento, sentada no pneu de caminhão, ele olhou para mim com aquele olhar incisivo que parece que mergulha na minha alma. Eu absorvi todo o brilho daquele olhar, eu aproveitei para sentir paixão por aquele momento, dei-lhe, então, meu olhar com toda paixão que fui capaz. Entreguei minha alma naquela atitude, porque assim, eu pude sentir toda a alegria que aquele momento era capaz de me dar. Minha nossa! Pouca coisa me fez tão feliz, mas saiba: eu quis sentir tudo aquilo. Eu dei o meu melhor sorriso para o momento em que vi minha bicicleta porque eu sou apaixonada por ela, apesar de tê-la comprado por noventa reais. Eu sei, e mais ninguém sabe, a delicadeza que é sentir o vento no meu rosto quando ando montada nela.
Quando começaram as técnicas de kihom, apaixonada por karate que sou, eu, sempre apaixonada, fui corrigir Marcelinho. Eu tinha tudo para ser feliz naquele momento: o som da voz dele, o Marcelinho, que é lindo, ensiná-lo e karate. Quando Marcelinho sorriu, com aquele sorrisinho lindo, eu me senti apaixonada pelo sorriso dele. Eu apreciei aquilo enormemente, porque Marcelinho, aprendendo comigo, fazia com que e me sentisse importante. Daqui a pouco, lá estava meu sensei pedindo para eu passar golpes para o pequeno. Me senti importante duas vezes. Aquela hora de treino acabou instantaneamente, mas fui feliz por uma hora. Aquela hora valeu a pena, minha vida valeu a pena naquela hora. Encontrei o valor da vida. Viver é apaixonar-se por ela e pela graças que Deus, através dela, nos dá gratuitamente.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Uma cadeira na varanda
Era noite. No Hotel Jangadeiro tinha uma espécie de varanda feita de madeira marrom. Todo mundo estava por aí: jogando vôlei, na piscina, sinuca, ou no Bar da Joana. rsrsrs. Eu e Mateus: uma cadeira na dita varanda. Sentei no colo dele, encostei a cabeça no ombro dele e me lembro exatamente o que eu falei: "Mateus, se eu pudesse guardaria esse momento em uma caixa. Olha como ele é especial: Nós dois aqui, o som do mar, o céu, esse vento." Quase completei: o mar está aí e eu não estou molhada ou suja de sal, que alegria!!! No colo dele eu estava protegida, aquecida, bem cuidada. Meu pensamento era só aquilo. Ele não era a pessoa mais importante da minha vida, mas eu extraí daquele momento a felicidade completa. Aquele era o meu momento. Consigo me lembrar tão nitidamente dele, que parece uma fotografia. Uma fotografia bela. Dizem que um corpo bonito é aquele que tem uma pessoa feliz dentro. Naquela fotografia, eu estava linda.
Outra noite pós treinamento, deitamos em uma rede na varanda. Me lembro que estava de calcinha de renda preta e uma sainha. A pessoa desceu do quarto pronta para o crime. Eu saí a vilã. A gente brincou com isso. Ninguém sai de calcinha de renda preta para não mostrar né? Honestamente, o preto é a cor mais sensual e renda, não existe mais linda. Aquelas rosas pretas criando pudor e nudez, deixando a pele um pouco coberta, um pouco exposta. Se eu escolher uma calcinha como presente, será essa. Aliás, uma coisa que ensinarei ao meu filho : Dê calcinha de presente. Como vendo lingeries, sempre empurro uma para meu irmão dar à noiva. Nas outras culturas, as mães orientam os filhos a como se comportarem com uma mulher. Acho que por isso, temos péssimos amantes. Quem orienta nossos filhos são os pais, e claro, eles os ensinam a se satisfazem. Está aí o resultado.
Um dia, cheguei na casa da minha ex sogra e o primo do meu filho, de seis anos, que nem é muito bonito, me interrompeu e disse: Artur, olha como sua mãe está linda hoje. Eu pensei: "Se Artur não se cuidar, vai perder as namoradas para o primo. E, sinceramente, é justo." Chamei o pai dele e disse: Diego, esse teu filho é ganhão!
De volta para a rede: Mateus saiu da rede e ficou balançando-a. César passou e disse: Olha o besta o que é que está fazendo. Eu, que fingia dormir, abri os olhos e disse: Mateus, o povo já pensa que eu faço o que quero contigo, aí vê você fazer isso, vai ter certeza.
Bom, esses são os alfarrábios dessa viagem dupla. Aprendam: Um homem com um vinho e duas taças, merece um texto.
Outra noite pós treinamento, deitamos em uma rede na varanda. Me lembro que estava de calcinha de renda preta e uma sainha. A pessoa desceu do quarto pronta para o crime. Eu saí a vilã. A gente brincou com isso. Ninguém sai de calcinha de renda preta para não mostrar né? Honestamente, o preto é a cor mais sensual e renda, não existe mais linda. Aquelas rosas pretas criando pudor e nudez, deixando a pele um pouco coberta, um pouco exposta. Se eu escolher uma calcinha como presente, será essa. Aliás, uma coisa que ensinarei ao meu filho : Dê calcinha de presente. Como vendo lingeries, sempre empurro uma para meu irmão dar à noiva. Nas outras culturas, as mães orientam os filhos a como se comportarem com uma mulher. Acho que por isso, temos péssimos amantes. Quem orienta nossos filhos são os pais, e claro, eles os ensinam a se satisfazem. Está aí o resultado.
Um dia, cheguei na casa da minha ex sogra e o primo do meu filho, de seis anos, que nem é muito bonito, me interrompeu e disse: Artur, olha como sua mãe está linda hoje. Eu pensei: "Se Artur não se cuidar, vai perder as namoradas para o primo. E, sinceramente, é justo." Chamei o pai dele e disse: Diego, esse teu filho é ganhão!
De volta para a rede: Mateus saiu da rede e ficou balançando-a. César passou e disse: Olha o besta o que é que está fazendo. Eu, que fingia dormir, abri os olhos e disse: Mateus, o povo já pensa que eu faço o que quero contigo, aí vê você fazer isso, vai ter certeza.
Bom, esses são os alfarrábios dessa viagem dupla. Aprendam: Um homem com um vinho e duas taças, merece um texto.
A viagem, uma jangada
Mais uma noite em que eu não contive meus impulsos. Antes eu achava que era fraqueza, agora eu chamo minha chatice de seleção. Preciso selecionar um HOMEM porque o meu tempo é valioso. Além disso, impulsiva sou eu. Eu não vou mais aceitar que alguém me diga que não deu certo porque eu peguei no pé. O CERTO dará certo. Enfim, fui conversar com Mateus, porque eu gosto muito de ter amigos homens, aliás, apesar de uns sacanas como amantes, homens são bons motoristas, bons médicos, bons professores e bons amigos também. Tenho uma coleção de amigos-ex-amores. Pensei em escrever amantes, mas é pejorativo. Amores, eles eram, por pouco ou muito dias, meus amores. Merecendo ou não eu os amei pelo "infinito enquanto dure" e eles foram importantes para mim, e o são, pelo que eu aprendi a ser. Meus amores foram como viajar. Você descobre mundos e mundos, e quando cansa da viagem, procura uma viagem nova. Na maioria das vezes, os mundos me deportam de volta, mas, eu sei que sentem falta depois... rsrsrs. A Ana Beatriz Barbosa e Silva, que eu admiro enormemente, e que por uma postagem no face, descobri que é ariana, publicou uma frase muito eu: muito essa minha filosofia de se doar com tudo: "Deixe sua alma em tudo que fizer, para quando chegar o dia da despedida final a vida fale de ti com os olhos marejados de saudades.". Sou bem assim. Deixo a minha alma em tudo, inclusive nas páginas desse blogger.
Bem, depois de tanto chatear, VSQ (Você sabe quem), deixei-o (é bem o termo) dormir e fui conversar com Mateus. Falei para ele que iria escrever sobre nós. As boas lembranças precisam ser escritas, guardadas. As coisas boas, devem ser relembradas, repetidas. As ruins, a gente vai esquecendo e faz de conta que são páginas de um livro velho, então, entregamos às traças. Bem, queria saber de Mateus, se o VSQ de agora gosta de mim, porque- falei para ele- "eu só gosto de quem gosta de mim, eu não desperdiço meu amor com quem não quer. Se ele disser que não gosta eu esqueço em três dias". E é verdade. Eu encaro a pessoa como um vício e a minha tristeza como crise de abstinência. E primeira coisa. Engulo o orgulho. Todo mundo pode levar fora, eu já dei "foras", e estou levando um agorinha mesmo. Frustração? Ai, a dor é incomensurável, não tenho como lhe descrever o quanto, mas, afinal de contas: ninguém morreu, eu não perdi o emprego, tem dinheiro na minha conta, meus filhos estão ótimos, perfeitos e saudáveis. A viagem apenas acabou, e eu ainda quero ser juíza. Poderia ser pior, viu. Eu poderia estar casada com um purgante que ligaria a luz na minha cara enquanto eu estivesse dormindo e ainda teria que "abrir as pernas" sem vontade para manter um casamento de fachada. De tanto as coisas irem saindo da minha vida, fui aprendendo com o jogo do contente da Pollyanna. Nayane, sugestão de livro para Larinha, e para Marina também.
Bem, voltando para Mateus. Foi em 2013. Eu namorava Leonardo, e gostava um bocado. Ele não era muito bonito, mas fazia eu me sentir a mulher, e eu, achava que ele era um homem até descobrir uma traição. Bem, joguei o celular dele na parede e blá, blá, blá... Depois, a gente voltou e dias depois, acabou por telefone. Chorei a noite inteira, cheguei ao IBGE com o olho do tamanho de uma ervilha. Lembro de ter dito a Camila: "Chorei ontem, porque quando eu chegar ao treinamento eu quero estar linda". E fui para o treinamento. Vez ou outra eu ligava para ele. O fato é que coloquei as melhores roupas na mala, lente de contato, chapinha e tudo. Minha casa cinco é em leão, então, quando eu vou, vou com tudo. Aí, sabe, né. Os antigos do IBGE, passando dos cinquenta, sem esposa por perto, aproveitam para cantar as meninas para se sentirem viris. Acho isso entojante, mas prefiro narrar superficialmente a circunstância. Dia de abertura, olhei a sala inteira tal como uma caçadora. Não vi nada que me interessasse. No dia seguinte, pela manhã, vi aquela coisa linda. Lá estava Mateus. Dificilmente eu me encanto por alguém que se encanta por mim também, mas, aconteceu. Eu só me lembro de ter passado dias ligando para Leonardo e quando, enfim, eu percebi que poderia rolar alguma coisa com Mateus, pensei "rapaz, quer saber, eu estou namorando só. Leo fez a escolha dele". O meu medo era voltar para Leonardo e ter que contar que eu tinha ficado com outro. Porque, contar, eu contaria, com certeza. Então, era a hora de decidir e de romper todos os laços, era hora de voltar da viagem Leonardo. Viajei para Mateus. Mateus chegou com taças de vinho. Aquele era o lugar perfeito, o romantismo perfeito e eu transformaria Mateus no home perfeito daquele momento. Ele foi. Era quarta à noite e eu odeio praia, mas tinha a noite, as estrelas, a lua, o céu, o som do mar, e eu gosto de tudo isso. E por aqueles dias, Mateus foi a melhor coisa do mundo, ele foi o homem perfeito, no lugar perfeito. Ele foi a viagem incrível. Um home que chega com vinho e duas taças, merece um texto!!!
Como eu disse antes, sexo é a última coisa para uma mulher como eu. Eu encaro como o prêmio que eu dou quando é merecido, a primeira vez que a gente inventou de fazer, foi tal qual a viagem Mateus: romântica, única. Foi na areia da praia, ao lado de uma jangada, perto do mar. E o que eu mais gostei naquilo? Mateus limpando minhas costas cheias de areia.
Mas, a prévia foi cruel. Mateus ligou para a farmácia para pedir preservativo e pediu sais de Eno junto, para disfarçar. Quem recebeu foi o Canário, nosso supervisor. Fui ao outro mundo de vergonha. Mas, sei lá, aquela altura, todo mundo já devia achar que já tinha acontecido. Acho que só aconteceu na sexta. Fiquei com vergonha mesmo assim.
Durante o treinamento, a gente ficava perto, mas mantinha a postura, afinal, aquilo era trabalho. Isso deixava tudo mais envolvente. Me lembro de ele me seguindo, pegando no meu cabelo e me chamando de Morena. Quando eu acordava, voava para o restaurante. Ele era o último a chegar, mas sentava na mesa que eu estivesse, ainda que fosse no lado oposto ao meu. Vez ou outra eu sentia uma menina cercando-o, e eu, a territorialista, ficava louca. Ele sempre estava por perto. Almoçava comigo, brincava na piscina só comigo e era só meu. Do jeito que o meu egoísmo gosta. Meu, meu e meu.
PS do Mateus (ele está me ajudando no texto). Estava rolando felicidade do Jeneci no meu note.
PS do Mateus (ele está me ajudando no texto). Estava rolando felicidade do Jeneci no meu note.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Gostei e copiei.
Uma vez, em um bar, ela me disse: “Neste mundo existe pessoas inamoráveis, e eu sou uma delas”…
Aquilo me intrigou durante toda a noite, uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e por que?
Observei-a enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela havia quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, arte, astrologia, cinema e viagens… Quando ela se dirigia ao garçom o bar inteiro parava para vê-la… Tinha seu carro, sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então por que pensar assim? Teria ela se fechado?
Ela fez uma cara de entediada e me chamou para caminhar enquanto fumava um cigarro, até a saída sorriu e comprimento todo mundo com aquele jeito sapeca de menina do mundo…
Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, conclui.
Na rua todos passavam apressados, ela se divertia com os animais abandonados, abaixou e entregou sua garrafa de água pro morador da rua, explicou o endereço de uma balada em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança.
E na minha cabeça só ecoava: inamorável.
Foram horas observando aquela garota, até não me aguentar e voltar no assunto… Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou minha mão e me puxou para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por longos 30 minutos observando tudo até que disse:
– Olhe ao seu redor, estamos já a um tempo aqui. Durante esse tempo por nós passou uma garota chorando por que seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois acredita que pessoas são substituíveis… naquela mesa tem 10 pessoas e elas não conversam entre si pois estão nos seus smartphones, talvez aquela garota de vermelho seja a mulher da vida do cara de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar.
Veja o rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma olhando pra loira tentando chamar a atenção do vocalista que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.
Olhe ao seu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos, realmente não fazemos parte disso, entramos sem celular na mão, esperando encontrar pessoas legais, com papos legais, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão te querer por que você mora longe, ou por que não gostam da sua cor de cabelo ou por que você não curte os beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém e tudo é medido em likes.
Eu passo por essa legião como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está redor enquanto procuram alguém no tinder. E eu me importo? Não mais. Sou inamoravel por que não me importo com nada disso..
Nenhum desse status, não ,e importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um ingresso pra ir ver o show dos beatles por que é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Por que eu sou assim, e se antes era o que procurávamos em alguém, hoje em dia somos considerados inamoraveis por manter o coração e a mente aberta.”
Naquele momento eu a entendi, e me apaixonei pelo mundo dela.
PS: Este texto me fez lembrar a pergunta do flanelinha quando saí da festa: Conseguiu beijar. Bem, não era aquilo o que eu procurava...
PS: Este texto me fez lembrar a pergunta do flanelinha quando saí da festa: Conseguiu beijar. Bem, não era aquilo o que eu procurava...
Uma menina
Fiquei impressionada com o sonho desta noite. Sonhei que tinha uma menina de um determinado rapaz. Me lembro de ter dito que tinha os olhos dele. No mais, era muito linda, e essa circunstância foi-me marcante. Era branca como uma boneca e os cabelos eram pretos. Eu parecia muito realizada com aquilo apesar de que, no mundo real, isso não teria um aboa aplicabilidade. O nome dela era Isabela. Me lembro de que ela fazia um cocô amarelo e eu limpava. Eu esperava que o pai a viesse visitar. Quando tento me lembrar do rosto dela, eu consigo perceber que parecia muito com ele.
Ontem, fui para o karate, e apesar da minha impaciência para lutar, fiquei só assistindo ao treino. Sentada, fiquei imaginando coisas boas. Sempre tive essa "propriedade"(Dálleth, o elemento químico) de ilusionar, imaginar e de viajar horas nos meus devaneios. Desde criança, quando entrava no carro do meu padrasto, imaginava o carro com mil acessórios, imaginava cenas em que todos estavam em perigo e eu seria a heroína.
Antes, me irritava por não conseguir realizar meus sonhos. Me sentia muito frustrada.Depois de um tempo, compreendi que as coisas que eu imagino, muitas vezes são utópicas, mas que sempre eu as vivo, de uma maneira ou de outra. Na minha imaginação, posso ter quem eu quero, fazer o que eu quero, ter muitas vidas, construir e destruir. Vi uma frase que dizia que os amores platônicos são os melhores, e acho que, desde aí, eu entendi o quanto é bom imaginar.
Hoje, depois do sonho e da madrugada mal dormida, acordei com aquelas perguntas de Dálleth raposa. As mais diretas possíveis. Fiquei naquela de bloqueio, não bloqueio: vou me fazer de difícil. Se fazer de difícil, para mim, é algo incompreensível. Se eu QUERO, quero com tudo, com todos os defeitos, mas do contrário, pode vir banhado em ouro, vou continuar a não querer. Essas sutilezas femininas, escapam de mim, porque, eu apenas, não gosto de ser assim. Eu me sinto livre quando vou atrás, e me sinto amarrada se precisar dissimular. Eu sempre digo que se eu não for atrás, é porque não quero mais. Às vezes, até eu pensava que fosse uma fraqueza, mas hoje eu sei que é a forma mais segura de selecionar. Uma hora, ou em hora alguma, eu conseguirei encontrar o que eu quero, aquele que vai gostar realmente de mim, se deixará sufocar.
Bem, chatices a parte, acordo a pessoa com essas minha inquietações. Sua resposta é rs, bom dia. A pessoa me desarma com um simples bom dia. Nesse instante parece que eu deixo a minha imaturidade e volto a ser uma pessoa racional. KKKK. Respondi: Bom dia, meu lindo. Já te acordo com minhas chatices. Bom trabalho, te adoro. E ele responde: também te adoro.
Então, você que pretendia bloquear a pessoa por uma rebeldia sem motivo, decide ser uma menina gentil e agradável. kkkk
PS> Hoje ouvi que o certo você atrai, com o errado você se distrai. Vou me distraindo com os errados enquanto o certo não chega.
Ontem, fui para o karate, e apesar da minha impaciência para lutar, fiquei só assistindo ao treino. Sentada, fiquei imaginando coisas boas. Sempre tive essa "propriedade"(Dálleth, o elemento químico) de ilusionar, imaginar e de viajar horas nos meus devaneios. Desde criança, quando entrava no carro do meu padrasto, imaginava o carro com mil acessórios, imaginava cenas em que todos estavam em perigo e eu seria a heroína.
Antes, me irritava por não conseguir realizar meus sonhos. Me sentia muito frustrada.Depois de um tempo, compreendi que as coisas que eu imagino, muitas vezes são utópicas, mas que sempre eu as vivo, de uma maneira ou de outra. Na minha imaginação, posso ter quem eu quero, fazer o que eu quero, ter muitas vidas, construir e destruir. Vi uma frase que dizia que os amores platônicos são os melhores, e acho que, desde aí, eu entendi o quanto é bom imaginar.
Hoje, depois do sonho e da madrugada mal dormida, acordei com aquelas perguntas de Dálleth raposa. As mais diretas possíveis. Fiquei naquela de bloqueio, não bloqueio: vou me fazer de difícil. Se fazer de difícil, para mim, é algo incompreensível. Se eu QUERO, quero com tudo, com todos os defeitos, mas do contrário, pode vir banhado em ouro, vou continuar a não querer. Essas sutilezas femininas, escapam de mim, porque, eu apenas, não gosto de ser assim. Eu me sinto livre quando vou atrás, e me sinto amarrada se precisar dissimular. Eu sempre digo que se eu não for atrás, é porque não quero mais. Às vezes, até eu pensava que fosse uma fraqueza, mas hoje eu sei que é a forma mais segura de selecionar. Uma hora, ou em hora alguma, eu conseguirei encontrar o que eu quero, aquele que vai gostar realmente de mim, se deixará sufocar.
Bem, chatices a parte, acordo a pessoa com essas minha inquietações. Sua resposta é rs, bom dia. A pessoa me desarma com um simples bom dia. Nesse instante parece que eu deixo a minha imaturidade e volto a ser uma pessoa racional. KKKK. Respondi: Bom dia, meu lindo. Já te acordo com minhas chatices. Bom trabalho, te adoro. E ele responde: também te adoro.
Então, você que pretendia bloquear a pessoa por uma rebeldia sem motivo, decide ser uma menina gentil e agradável. kkkk
PS> Hoje ouvi que o certo você atrai, com o errado você se distrai. Vou me distraindo com os errados enquanto o certo não chega.
Diálogo com a raposa
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Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Pablo Villaça
Hoje fui chamado de "machista" e acusado de querer "controlar o corpo das mulheres".
O motivo: me posicionei contra a ideia de adultos indo para a cama com adolescentes.
Atenção para a falta de especificidade de gêneros na frase anterior. Não me importa se é um homem adulto com uma adolescente ou uma mulher adulta com um adolescente; a simples ideia de uma pessoa de 30 anos ir para a cama com uma de 15 é algo que me soa profundamente errado.
E não se trata de moralismo, mas de uma questão que passa pelo desenvolvimento psicossexual humano. Na primeira metade da adolescência (dos 12 aos 15 anos, portanto), a maturação cognitiva e emocional do jovem ainda é precária, mesmo que seu desenvolvimento físico possa estar adiantado. Nesta fase do desenvolvimento cognitivo, em particular, os adolescentes se tornam profundamente preocupados com a opinião alheia e susceptíveis ao julgamento dos demais sobre sua aparência e comportamento. De um ponto de vista puramente físico, o sistema límbico, que poderia ser descrito como uma espécie de "centro emocional" do cérebro, está sendo bombardeado não só pelas novas experiências que o adolescente vive, mas também por hormônios - tudo isto numa fase em que o indivíduo está tentando definir a própria identidade.
O resultado óbvio: um jovem de 14, 15 anos pode até ter condições FÍSICAS de "seduzir", mas certamente não tem a maturidade psicológica/emocional para lidar com as consequências do que ocorrerá e provavelmente nem mesmo para compreender exatamente o que está fazendo.
E percebam que não estou sequer mencionando o fato de que as mulheres em nossa sociedade tendem a ser julgadas quando se mostram sexualmente ativas, o que torna o processo ainda mais problemático para as adolescentes. Quando uma mulher de 30 anos se envolve com um garoto de 15, a reação mais comum é a de dizer que este "se deu bem" - e também a de julgar sua parceira como uma predadora, uma ninfomaníaca, uma desajustada. Quando um homem de 30 se envolve com uma garota de 15, logo surgem vários para dizer que "ela sabia o que estava fazendo", que "há muita menina que sabe mais do que um adulto", que "ela o seduziu" e por aí afora.
Mas o mais perverso nesta situação é que é terrivelmente fácil para um adulto seduzir uma adolescente. E o mais perverso: levando-a a acreditar que é ELA quem o está seduzindo.
Não entendo, aliás, o que leva um adulto a querer se envolver com uma adolescente. (Ou uma adulta com um adolescente - repito: a questão aqui vale para qualquer gênero, embora as mulheres sejam julgadas com preconceito em ambos os casos, sendo mais velhas ou mais novas.) Suponho que seja uma profunda insegurança com relação às mulheres adultas, já que o sujeito parece estar procurando a idolatria de uma menina.
Seja como for, o fato é que vivemos num mundo que traz até LEIS que estimulam/facilitam a realização do desejo masculino enquanto tornam as mulheres vulneráveis a este. Não interessa se é "legal" ou não ir pra cama com uma menina de 14 anos; certamente é reprovável por não envolver consensualidade de fato - apenas a APARÊNCIA de uma, já que um dos participantes está em profunda desvantagem psicológica/emocional.
Isto é chave, portanto repetirei: é absurdo sugerir que há "consensualidade" entre desiguais. Voltem ao que mencionei no início, sobre o desenvolvimento do sistema límbico e a maturação cognitiva de um jovem de 15 anos, bem como sua busca por identidade. A consequência é óbvia: é fácil compelir alguém assim a se entregar a um adulto. Chamem de "validação" ou o que for, mas a questão é a mesma: o que parece ser voluntário, consensual, é na realidade um jogo de cartas marcadas em que o vencedor será aquele que tiver a experiência e a maturidade para manipular o outro. E na maioria absoluta dos casos, por uma questão lógica, este será o adulto.
E então surgirá alguém citando este ou aquele caso de envolvimento entre adulto e adolescente que resultou num grande amor eterno e perfeito. Em primeiro lugar, não estou discutindo casos específicos. Se deu certo, que maravilha. Não é a regra, contudo. Meu avô fumou a vida inteira e não teve câncer - e isto não significa nada.
Anedotas particulares não servem como evidências estatísticas; são apenas... anedotas.
Dito isso, não estou dizendo que adolescentes não devem fazer sexo. CLARO que devem. É assim que, adivinhem só?, irão amadurecer, adquirir experiências e se tornar adultos sexualmente funcionais. No entanto, justamente para que não tenham uma visão distorcida do sexo, do relacionamento entre casais (do mesmo sexo, de sexos diferentes, não importa) e da relação de poder que pode existir em relacionamentos disfuncionais, o ideal é que aprendam com pessoas da mesma faixa etária. Já sofrerão muito assim, já tomarão muita pancada e formarão cicatrizes sem que tenham tido que se envolver com um adulto que, sabe-se lá por quê, decidiu que um adolescente é a melhor opção a levar pra cama.
Assim, que façam sexo. Muito. Mas consensualmente. E, como já afirmei antes, só é possível haver consenso entre iguais.
Se não forem iguais, o que haverá é manipulação em maior ou menor grau.
Drummond
A moça estava deitada na grama.
Eu vi e achei lindo. Fiquei repetindo para meu deleite pessoal: “Moça deitada na grama. Deitada na grama. Na grama”. Pois o espetáculo me embevecia. Não é qualquer coisa que me embevece, a esta altura da vida. A moça, o estar deitada na grama, àquela hora da tarde, enquanto os carros passavam e cada ocupante ia ao seu compromisso, à sua alegria ou à sua amargura, a moça e sua posição me embeveceram.
Não tinha nada de exibicionista, era a própria descontração, o encontro do corpo com a tranqüilidade, fruída em estado de pureza. Quem quisesse reparar, reparasse; não estava ligando nem desafiando costumes nem nada. Simplesmente deitada na grama, olhos cerrados, mãos na testa, vestido azul, sapatos brancos, pulseira, dois anéis, elegante, composta. De pernas, mostrava o normal. Não era imagem erótica.
Dormia? Não. Pequenos movimentos indicavam que permanecia consciente, mas eram tão pequenos que se percebia seu bem-estar inalterável, sua intenção de continuar assim à sombra dos edifícios, no gramado.
Resolvi parar um pouco, encantado. Queria ver ainda por algum tempo a escultura da moça, plantada no parque como estátua de Henry Moore, uma estátua sem obrigação de ser imóvel. E que arfava docemente. Ah, o arfar da moça, que lhe erguia com leveza o busto, lembrando o sangue de circular nas artérias silenciosas, tão vivo; e tão calmo, como se também ele quisesse descansar na grama, curtir para sempre aquele instante de felicidade.
Eis se aproxima um guarda, inclina-se, toca no ombro da moça. De leve. Ela abre os olhos, sorri bem-disposta:
– Quer deitar também? Aproveita a tarde, tão gostosa.
Ele se mostra embaraçado, fala aos pedaços:
– Não, moça… me desculpe. É o seguinte. A senhora… quer fazer o favor de levantar?
– Levantar por quê? Está tão bom aqui.
– A senhora não pode ficar aí assim não. Levante, estou lhe pedindo.
– Por que hei de levantar? Minha posição é cômoda, eu estou bem aqui. Olhe ali adiante aquele homem, ele também está deitado na grama.
– Aquele homem é diferente, a senhora não percebe?
– Percebo que é homem, e daí? Homem pode, mulher não?
– Bom, poder ninguém pode, é proibido, mas sendo homem, além disso mindingo…
– Ah, compreendo agora. Sendo homem e mindingo, tem direito a deitar no gramado, mas sendo mulher, tendo profissão liberal, pagando imposto de renda, predial, lixo, sindicato, etc., nada feito. É isso que o senhor quer dizer?
– Deus me livre, moça. Quem sou eu para dizer uma coisa dessas? Só que é a primeira vez, e eu tenho dez anos de serviço, que vejo uma dona como a senhora, bem-vestida, bem-apessoada, assim espichada na grama. Com a devida licença, achei que não ficava bem imitar os homens, os mindingos, que a gente tem pena e deixa por aí…
– Faça de conta que eu também sou mindinga – e a moça abriu para ele um sorriso especial.
– Para o bem da senhora, não convém se arriscar desse jeito.
– Eu acho que não estou me arriscando nada, pois tem o senhor aí me garantindo.
– Obrigado. Eu garanto até certo ponto, mas basta a gente virar as costas, vem aí um elemento e furta o seu reloginho, a sua bolsa, as suas coisas.
– Sei me defender, meu santo. Tenho o meu cursinho de caratê.
– Tá certo, mas não deve de facilitar. A senhora se levante, em nome da lei.
– Espere aí. Ou todos se levantam ou eu continuo deitada em nome da lei da igualdade.
– Essa lei eu não conheço, dona. Não posso conhecer todas as leis. Essa que a senhora fala, eu acho que não pegou.
– Mas deve pegar. É preciso que pegue, mais cedo ou mais tarde.
– Não vai levantar?
– Não.
Ele coçou a cabeça. Agarrar a moça era violência, ela ia reagir, juntava povo, criava caso. Afinal, não estava fazendo nada de imoral nem subversivo. Por outro lado, não pegava bem moça deitada na grama – ele devia ter na mente a idéia de moça vestida de gaze, aérea, meio arcanjo, nunca deitável no chão de grama, como qualquer vagabundo fedorento.
– A senhora não devia me fazer uma coisa dessas.
– Fazer o quê?
– Me expor nesta situação.
– Eu não fiz nada, estava numa boa oriental, o senhor chega e…
– É muito difícil lidar com mulheres, elas têm resposta para tudo.
– Vamos fazer uma coisa. O senhor faz que não me viu, vai andando, eu saio daqui a pouco. Só mais dez minutos, para não parecer que estou cedendo a um ato de força.
– Pode ficar o tempo que quiser – decidiu ele. – A senhora falou numa tal lei da igualdade, então vamos cumprir. Só que aquele malandro ali adiante tem de se mandar urgente, eu vou lá dar um susto nele, já gozou demais da lei da igualdade, agora chega!
Eu vi e achei lindo. Fiquei repetindo para meu deleite pessoal: “Moça deitada na grama. Deitada na grama. Na grama”. Pois o espetáculo me embevecia. Não é qualquer coisa que me embevece, a esta altura da vida. A moça, o estar deitada na grama, àquela hora da tarde, enquanto os carros passavam e cada ocupante ia ao seu compromisso, à sua alegria ou à sua amargura, a moça e sua posição me embeveceram.
Não tinha nada de exibicionista, era a própria descontração, o encontro do corpo com a tranqüilidade, fruída em estado de pureza. Quem quisesse reparar, reparasse; não estava ligando nem desafiando costumes nem nada. Simplesmente deitada na grama, olhos cerrados, mãos na testa, vestido azul, sapatos brancos, pulseira, dois anéis, elegante, composta. De pernas, mostrava o normal. Não era imagem erótica.
Dormia? Não. Pequenos movimentos indicavam que permanecia consciente, mas eram tão pequenos que se percebia seu bem-estar inalterável, sua intenção de continuar assim à sombra dos edifícios, no gramado.
Resolvi parar um pouco, encantado. Queria ver ainda por algum tempo a escultura da moça, plantada no parque como estátua de Henry Moore, uma estátua sem obrigação de ser imóvel. E que arfava docemente. Ah, o arfar da moça, que lhe erguia com leveza o busto, lembrando o sangue de circular nas artérias silenciosas, tão vivo; e tão calmo, como se também ele quisesse descansar na grama, curtir para sempre aquele instante de felicidade.
Eis se aproxima um guarda, inclina-se, toca no ombro da moça. De leve. Ela abre os olhos, sorri bem-disposta:
– Quer deitar também? Aproveita a tarde, tão gostosa.
Ele se mostra embaraçado, fala aos pedaços:
– Não, moça… me desculpe. É o seguinte. A senhora… quer fazer o favor de levantar?
– Levantar por quê? Está tão bom aqui.
– A senhora não pode ficar aí assim não. Levante, estou lhe pedindo.
– Por que hei de levantar? Minha posição é cômoda, eu estou bem aqui. Olhe ali adiante aquele homem, ele também está deitado na grama.
– Aquele homem é diferente, a senhora não percebe?
– Percebo que é homem, e daí? Homem pode, mulher não?
– Bom, poder ninguém pode, é proibido, mas sendo homem, além disso mindingo…
– Ah, compreendo agora. Sendo homem e mindingo, tem direito a deitar no gramado, mas sendo mulher, tendo profissão liberal, pagando imposto de renda, predial, lixo, sindicato, etc., nada feito. É isso que o senhor quer dizer?
– Deus me livre, moça. Quem sou eu para dizer uma coisa dessas? Só que é a primeira vez, e eu tenho dez anos de serviço, que vejo uma dona como a senhora, bem-vestida, bem-apessoada, assim espichada na grama. Com a devida licença, achei que não ficava bem imitar os homens, os mindingos, que a gente tem pena e deixa por aí…
– Faça de conta que eu também sou mindinga – e a moça abriu para ele um sorriso especial.
– Para o bem da senhora, não convém se arriscar desse jeito.
– Eu acho que não estou me arriscando nada, pois tem o senhor aí me garantindo.
– Obrigado. Eu garanto até certo ponto, mas basta a gente virar as costas, vem aí um elemento e furta o seu reloginho, a sua bolsa, as suas coisas.
– Sei me defender, meu santo. Tenho o meu cursinho de caratê.
– Tá certo, mas não deve de facilitar. A senhora se levante, em nome da lei.
– Espere aí. Ou todos se levantam ou eu continuo deitada em nome da lei da igualdade.
– Essa lei eu não conheço, dona. Não posso conhecer todas as leis. Essa que a senhora fala, eu acho que não pegou.
– Mas deve pegar. É preciso que pegue, mais cedo ou mais tarde.
– Não vai levantar?
– Não.
Ele coçou a cabeça. Agarrar a moça era violência, ela ia reagir, juntava povo, criava caso. Afinal, não estava fazendo nada de imoral nem subversivo. Por outro lado, não pegava bem moça deitada na grama – ele devia ter na mente a idéia de moça vestida de gaze, aérea, meio arcanjo, nunca deitável no chão de grama, como qualquer vagabundo fedorento.
– A senhora não devia me fazer uma coisa dessas.
– Fazer o quê?
– Me expor nesta situação.
– Eu não fiz nada, estava numa boa oriental, o senhor chega e…
– É muito difícil lidar com mulheres, elas têm resposta para tudo.
– Vamos fazer uma coisa. O senhor faz que não me viu, vai andando, eu saio daqui a pouco. Só mais dez minutos, para não parecer que estou cedendo a um ato de força.
– Pode ficar o tempo que quiser – decidiu ele. – A senhora falou numa tal lei da igualdade, então vamos cumprir. Só que aquele malandro ali adiante tem de se mandar urgente, eu vou lá dar um susto nele, já gozou demais da lei da igualdade, agora chega!
Carlos Drummond de Andrade, Moça deitada na grama. Rio de Janeiro, Record, 1987. P. 9-12.
agosto de 2014
AS palavras de amor que nunca foram ditas....
Palavras de amor. Isso é tão lindo. Amor é um objeto imaterial, então acho importante deixar as marcar de desse tempo de felicidade e desse milk shake de sensações que chega a quase transbordar. Transbordar. Estou lendo um livro sobre transtorno border line. Me identifiquei com as características, mas ao ler a obra de autoria da Ana Beatriz Barbosa e Silva, percebi que tenho apenas traços. Isso é muito bom, porque ser um pouco border como eu sou já é uma suficiente tragédia, imagina ser uma border como nos casos descritos. Bem, é bom saber que o border distorce a realidade, porque assim, eu posso controlar um pouco meu mundo fantasioso de rejeição e ciúme. Depois parei para observar que eu supervalorizo o que considero rejeição e minorizo as atitudes de amor que as pessoas têm por mim. Deu para entender um pouco me vazio existencial e minha fluidez de personalidade. É incrível como eu já consegui ser uma super mãe "canceriana", e agora consigo ser uma relapsa mãe "ariana". A astrologia, mesmo sendo considerada pecado, pelo menos pela vertente de Iung, me traz uma ajuda para esse meu temperamento explosivo. Hoje eu sinto que eu me aceito bastante e me culpo bem menos por ser assim como eu sou. Na verdade, eu passei minha vida tentando me enquadrar em um perfil social que as pessoas me exigiam. Então eu descobri que eu gosto de ser assim, totalmente e eternamente criança. Que infelizmente eu nunca vou ser uma mãe perfeita e que a postura que eu tomo diante dos meus filhos é o que vai servir de referencial para eles. Mais tarde, escrevo mais.Vou ligar para a minha menina.
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